The Chase – Romance de Hóquei Universitário
O romântico de hóquei que não deveria funcionar — e funciona
47 páginas antes do protagonista masculino abrir a boca, o leitor já está preso. Esse é o problema com The Chase: ele não te convida, te retém.
Elle Kennedy escreveu um romance universitário onde a heroína — Sunny, naturalmente — se muda para o apartamento de dois jogadores de hóquei universitário e depois se pergunta por que está tão encharcada em esporos de atrito sexual. Colin Fitzgerald é o clássico antagonista romântico involuntário: tatuagens, videogame, ego inflado, e a convicção absoluta de que Sunny é superficial. A dinâmica é previsível? Um pouco. A execução, não.
A crítica real não é a clichê rom-com. É como Kennedy manipula a cadência de humor e tensão sexual em parágrafos alternando entre frases curtíssimas e longas descritivas que duram três linhas inteiras. Esse ritmo errático — proposital — é o que separa leitura genérica de leitura compulsiva. Quando Sunny diz “I’m not the kind of girl who chases after a man”, o leitor sabe que está mentindo antes do segundo capítulo.
O cenário conceitual do Briar U funciona como estufa narrativa. Academia, professor metido a besta, irmão ligado ao lead masculino, roommate romântico involuntário — Kennedy empilha convenções românticas e depois tropeça nelas com elegância cínica. A avaliação média de 4,4 com 51 mil avaliações não é coincidência estatística.
Se o leitor busca romance com camadas e personagens que tropeçam em si mesmos, vale o investimento de tempo. Para quem precisa de indiretas emocionais, não de pancadas óbvias, o livro entrega exatamente o que promete. Acesse o texto completo aqui.
A primeira edição saiu em 5 de agosto de 2018. São 374 páginas em inglês. Ponto final.
O tropezado ‘opostos se atraem’ virou ruído de fundo
Colin Fitzgerald é irritante. Ele odeia a protagonista e a protege ao mesmo tempo. Essa contradição é o motor do livro. O leitor fica preso porque quer ver o conflito explodir, mas não quer ver o drama pessoal dele colapsar. É uma tensão que pulsa em cada capítulo, desde a primeira página até a última.
A dinâmica de quarto compartilhado não é novidade, mas Kennedy usa o espaço confinado para criar uma pressão psicológica real. A proximidade física não resolve o conflito; ela o intensifica. Você sente o suor antes do toque. Isso separa um bestseller de um lixo descartável. O fato de ele ser jogador de hóquei e ela ser “flighty” cria um abismo cultural que a história insiste em puxar. Ele pensa que ela é superficial. Ela pensa que ele é pedante. Essa simetria de ego é o que torna a leitura viciante.
A narrativa é contada pela protagonista. Se ela fosse fraca, o livro morria. Mas ela lida com um professor sleazy e a ansiedade de ser nova numa universidade. Ela tem propósito fora do romance. Esse é o ponto cego de 90% das romances: a moça só existe para o cara. Aqui, ela tem um semestre difícil pela frente. Ela está cuidando de uma irmã, lidando com uma faculdade nova e tentando sobreviver a um cara que claramente gosta dela mas prefere morrer antes de admitir. O acessoibilidade da edição Kindle facilita a leitura em qualquer lugar. Ela não tem tempo para perder com jogos de sedução desnecessários.
51 mil avaliações. 4,4 estrelas. Os números falam. A autora entende que torcer por um casal que se odeia é mais viciante que qualquer happy ending prematuro. O “New York Times Bestseller” na capa é meramente ornamental se o texto interno for genérico. Mas o texto interno não é genérico. A edição inglesa mantém a cadência original da escrita, algo que tradutores frequentemente destroem.
Se quiser ler a obra sem filtros, clique aqui. É direto.
Data de publicação: 5 de agosto de 2018. O início de uma era editorial que influenciou toda a “grumpy sunshine” posterior. O formato eBook Kindle permite acesso instantâneo, o que é uma vantagem competitiva sobre o papel. O livro tem 374 páginas, o que garante uma trama longa o suficiente para desenvolvimento real dos personagens sem parecer esticada. O idioma original preserva nuances de humor que a tradução para o português muitas vezes perde.
Perfil Ideal e Veredito Crítico — The Chase
4,4 de 5 com mais de 51 mil avaliações. Os números não mentem, mas também não contam toda a história.
Elle Kennedy escreveu aqui para quem gosta de personagens que tropeçam. Não no caminho romântico — nesse, o Colin é cirurgicamente competente — mas na própria autoimagem. A Harper não é só a amiga bonita do amigo do amigo. É alguém que se move dentro de dinâmicas familiares e acadêmicas reais, com um professor oca e uma irmã mais velha que já decidiu tudo por ela. Esse ruído externo é o que torna a fórmula “opostos se atraem” menos previsível do que parece.
A limitação real do livro? Velocidade de build-up. Os primeiros 40% são tensão sem resolução, e isso testa a paciência de leitores que querem ação romântica imediata. O Colin é carismático, mas às vezes funciona como arco menos profundo que o próprio conflito externo da Harper. A narrativa prefere atrasar o ponto de ruptura a explorar por que ele é do jeito que é.
Para quem vale a pena
| Perfil | Vale a pena? |
|---|---|
| Leitora de hockey romance com expectativa de slow burn | Sim |
| Buscando algo rápido e escasso | Não |
| Fã de dinâmicas roommates-to-lovers | Sim, mas com paciência |
| Leitora que tolera narrativas com conflito externo forte | Muito |
Síntese. É um bom primeiro livro de série. Kennedy entrega química, mas entrega também um elenco de apoio mais interessante do que o casal principal em determinados momentos. A Harper carrega mais peso narrativo. O Colin carrega mais peso estético. Essa assimetria não é defeito — é escolha de perspectiva que pode frustrar quem espera desenvolvimento igual.
O link abaixo leva à página oficial com mais detalhes sobre edição, formato e disponibilidade. Vale dar uma olhada antes de decidir se o slow burn cabe no seu estilo de leitura.
The Chase — Elle Kennedy no site oficial
O que ler depois? Os outros três volumes de Briar U seguem o mesmo ritmo — tensão acumulada, resolução tardia, bônus emocional generoso. Se o Colin te incomodou pela lentidão, o segundo livro compensa com menos paciência da protagonista.

